Noticiário da Base de Estudos e Pesquisas em Meios de Comunicação e Educação - UFRN

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Sábado, Dezembro 25, 2004 :::



::: posted by Adriano at 9:19 AM


Terça-feira, Dezembro 21, 2004 :::

Esta semana na comunicação e educação:

1925: Estréia do "Encouraçado Potemkin"


Eisenstein é um dos cineastas
preferidos dos membros da nossa
Base de Estudos e Pesquisas em
Meios de Comunicação e Educação.



Em 21 de dezembro de 1925, estreou no Teatro Bolshoi de Moscou o "Encouraçado Potemkin", do genial Sergei Mikhailovich Eisenstein. Embora não tenha conquistado o público de imediato, o filme acabou se consagrando como uma das obras-primas da sétima arte.

O júri internacional de cinema da Exposição Mundial de Bruxelas, em 1958, o considerou unanimemente "o melhor filme de todos os tempos". No entanto, o Encouraçado Potemkin fez pouco sucesso, quando estreou no Teatro Bolshoi de Moscou, em 21 de dezembro de 1925. Encomendado pelo Estado soviético, o filme de Sergei Mikhailovich Eisenstein (1898-1948) celebrava oficialmente os 20 anos da revolução de 1905, que tinha instaurado a democracia popular no país dos czares.

Eisenstein, que atuou primeiro durante alguns anos no teatro, como cenógrafo e figurinista, compartilhava as idéias da vanguarda russa, que rejeitava a concepção artística da burguesia e pretendia intervir no cotidiano por meio de uma nova arte. O cinema, com suas novas possibilidades de montagem, pareceu-lhe então o campo de ação ideal.

O sucesso de seu primeiro longa-metragem, A Greve (1924), levou o governo soviético a contratá-lo para escrever o roteiro e dirigir o filme que comemoraria o jubileu da revolução de 1905.

Durante as filmagens em Odessa, o diretor acabou descartando as cenas já rodadas e reformulou completamente o roteiro. A revolta dos marinheiros do navio de guerra Potemkin, da frota russa no Mar Negro, deveria ser apenas um episódio, mas tornou-se tema da película, simbolizando o levante popular contra o regime czarista.

Eisenstein não quis, contudo, fazer uma crônica dos acontecimentos históricos, apostando antes na enorme força sugestiva que as imagens adquiriram graças à sua inovadora técnica de montagem. As seqüências mais marcantes do filme tornaram-se verdadeiramente antológicas, como a do avanço dos soldados em passos marciais contra a população e a do carrinho de bebê descendo pelos degraus da escadaria de Odessa.

Na União Soviética, o filme só cativou as massas depois que começaram a chegar as notícias do sucesso, mas também das proibições e das intervenções da censura na Europa e Estados Unidos.

Em seus filmes seguintes, Eisenstein continuou experimentado com a montagem ¿ para ele um elemento da arte -, sem contudo chegar a uma concepção uniforme. Graças ao seu sucesso, esteve ameaçado até a morte, em 1948, de ser cooptado pelo regime.


::: posted by Adriano at 3:36 PM




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