Noticiário da Base de Estudos e Pesquisas em Meios de Comunicação e Educação - UFRN

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Sexta-feira, Janeiro 14, 2005 :::

Título de doutor perde força na rede privada




Ao fazer na semana passada o exame demissional em uma universidade particular na qual dava aula, o professor José Carlos Abrão percebeu que ele e seus colegas na fila de espera tinham algo em comum: eram docentes com a mais alta titulação acadêmica, o doutorado. A alta qualificação, porém, de nada adiantou. A instituição, em Ribeirão Preto, decidiu cortar gastos e não poupou nem os professores mais titulados.

Doutor em educação pela USP, Abrão acredita que, a exemplo de outros colegas doutores, foi dispensado por custar mais caro à universidade. Isso porque muitas universidades têm plano de carreiras em que prevêem um salário maior a quem tem título de doutorado. Em alguns Estados, acordos coletivos também garantem esse adicional por titulação. "O doutor custa mais caro à universidade. Em várias faculdades e centros universitários está acontecendo esse mesmo processo de dispensa de doutores", diz.

Wilson Brinkmann, um dos diretores do Sindicato dos Professores de São Paulo, concorda. Ele estava na semana passada de plantão no sindicato homologando demissões e diz que presenciou vários casos parecidos. Para ele, a situação é causada em parte por causa da legislação educacional.

"Muitas universidades contrataram doutores para se adequar à legislação, mas os colocaram para dar aulas. Como eles custam mais caro, muitas vezes são demitidos. Isso acontece porque a lei não determina o percentual de mestres e de doutores que a universidade precisa ter. Diz só que é preciso ter um terço do corpo docente com titulação, podendo ser mestrado ou doutorado", diz Brinkmann, citando o artigo 52 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

As estatísticas do Censo da Educação Superior do MEC confirmam que na rede privada o interesse por professores com alta titulação é muito menor. Em 2003 (ano do último censo divulgado pelo MEC), a proporção de doutores nas universidades públicas era de 41% do total de docentes, quase o triplo do encontrado nas universidades privadas -apenas 15%. Os dados mostram ainda que, de 2000 para 2003, houve pouca variação nesse percentual nas universidades privadas, nas quais a proporção de doutores passou de 14% para 15%. Nas públicas, passou de 34% para 41%.

Também fica claro pelas estatísticas do censo que as universidades particulares têm preferência pelos professores com título de mestrado, já que eles são 40% do total nessas instituições. Na rede pública, esse percentual é de 29%. O reitor do centro universitário UniCarioca, Celso Niskier, diz que o aproveitamento de doutores depende do tipo de instituição: "Nas instituições particulares que não estão apostando na transformação em universidade e que não querem investir em pesquisa, o doutor é visto só como custo e está perdendo mercado".Para ele, nessas instituições a preocupação é cumprir o percentual mínimo exigido de mestres e doutores, que, no caso das universidades, é de um terço do corpo docente. "Esse percentual mínimo acaba virando o máximo."

Desinteresse

A falta de interesse na melhoria da titulação do corpo docente é sentida ainda por quem já tem o título de mestrado e que procuram conciliar a atividade de professor com o curso de doutorado. É o caso de Antônio Agenor de Melo Barbosa, que já deu aulas em universidades particulares do Rio. Ele é mestre em urbanismo e doutorando no curso de ciências da arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. "O que essas instituições buscam é mostrar ao MEC que o professor já tem qualificação de mestre, mas elas não ajudam nem investem para que seu corpo docente possa se qualificar em instâncias acadêmicas superiores."

O arquiteto reclama que muitas instituições, além de não respeitarem a legislação trabalhista, contratam professores -mesmo os com titulação acadêmica- principalmente como horistas, ou seja, profissionais que recebem de acordo com a hora de aula dada.

Dados do censo do MEC confirmam isso: em 2003, na rede privada, 56% dos professores eram contratados como horistas. Na pública, eram 5%.


Fonte: Folha de São Paulo

::: posted by Adriano at 4:37 PM


Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 :::

Arnon e Jerônimo têm trabalho aceito em simpósio


Doutorando Jerônimo Freire e o Profº DrºArnon de Andrade


O coordenador da nossa Base "Estudos e Pesquisas em Meios de Comunicação e Educação", Arnon de Andrade e o doutorando Jerônimo Freire irão apresentar um Pôster no XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física.

O trabalho a ser apresentado, que ainda conta com a participação de Givanaldo Rocha de Souza, será "Ambiente virtual de aprendizagem colaborativo - Metrologia Virtual".

O Pôster será apresentado na sessão P.A01-7 - Didática da Física: Materiais, Métodos, Estratégias e Avaliação no próximo dia 26 deste mês.

O XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física ocorrerá de 24 a 28 de janeiro na cidade do Rio de Janeiro.

Mais informações podem ser obtidas através do site: www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvi


::: posted by Adriano at 4:42 PM



Hoje Nova Gazeta de Zurique comemora 225 anos


O n° 1 da Zürcher Zeitung,
de 12 de janeiro de 1780.



Um dos jornais mais influentes da Suíça tem todas as razões para festejar.

O primero número da Neue Zürcher Zeitung foi publicado em 12 de janeiro de 1780, nove anos antes da Revolução Francesa. Hoje vende 155 mil exemplares na Suíça, tem mais de cinqüenta correspondentes no estrangeiro e uma edição internacional.

Em 1780, quando foi lançado, o jornal chamava-se Zürcher Zeitung. O "Nova" foi acrescentado somente ... em 1821.

No início, a tiragem era de mil exemplares e já afirmava a tendência liberal, quando "Zurique ainda era dominada pelas corporações e pela aristocracia, que controlavam a informação", escreve Conrad Meyer em seu livro "A Empresa NZZ 1780-2005", agora publicado. Ele é o atual presidente do conselho de administração da NZZ.

Edição Internacional

A tendência liberal sempre foi mantida e, em 2003, em pesquisa feita em 50 países, a NZZ foi citada como o terceiro melhor jornal do mundo, depois do New York Times e do Financial Times.

O diário zuriquense tornou-se fonte indispensável para os meios políticos, econômicos e culturais na Suíça devido a prioridade absoluta dada à informação, descartando sistematicamente a emoção e a diversão, admitidas moderadamente apenas na edição dominical.

A NZZ procura sempre analisar e contextualizar a informação e tem um cuidado especial com a língua. É o único jornal suíço que tem uma edição internacional, impressa na Alemanha, onde vende 20 mil exemplares. A edição nacional tem tiragem de 155 mil exemplares.

Primazia do conteúdo

Como a primazia é a qualidade do conteúdo, a forma fica em segundo plano. Daí o aspecto sóbrio e quase arcaico do jornal.

Outra particularidade é o grande número de correspondentes - mais de cinqüenta -no estrangeiro. Por exemplo, mantém cinco jornalistas nos Estados Unidos, três em Berlim, três em Londres e três em Paris. O caderno extrangeiro da NZZ é considerado o melhor da Europa por muitos observadores.

Para manter a tradição liberal e a qualidade da informação, a empresa também tem uma administração particular. Desde que a sociedade anônima (SA) foi fundada, em 1868, ela é controlada pelo conselho de administração que nomeia o redator-chefe.

Os estatutos impedem que o jornal seja controlado por interesses particulares. O conselho de administração pode recusar a inscrição de um acionista, que só pode ser uma pessoa física, cidadão suíço, de espírito liberal. O máximo que cada acionista pode deter é 1% do capital.

Primeiras perdas

Em 2002, o jornal foi deficitário pela primeira vez (50 milhões de francos suíços). O presidente do conselho de administração, Conrad Meyer, conta que, na assembléia geral dos acionistas que ele qualifica de "legendária", ninguém criticou o déficite e só houve preocupação em manter a qualidade redacional.

A situação foi sanada com corte de 10% do pessoal e os acionistas renunciaram temporariamente aos dividendos.

A continuidade também é uma constante na NZZ. O redator-chefe, Hugo Bütler, está no cargo há 20 anos e os editores há mais de 10, em média.

Muitos criticam a Neue Zürcher Zeitung por considerá-la muito próxima do Partido Radical (PRD) - de direita e um dos maiores do país - mas todos reconhecem a competência e a seriedade da informação estampada diariamente em suas páginas.

Dados:

- 155 mil exemplares: tiragem nacional

- 20 mil exemplares: edição internacional impressa na Alemanha

- 461,4 milhões de francos: faturamento do Grupo NZZ (2003)

- Lucro: 4,9 milhões (Grupo 2003)

- 1990 funcionários (Grupo 2003)

Site:

NZZ (alemão, inglês): www.nzz.ch

Fonte: swissinfo

::: posted by Adriano at 1:49 PM


Domingo, Janeiro 09, 2005 :::

Defesa de Elizete será dia 20 deste mês




Dia 20 de janeiro Elizete Vasconcelos, aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação - UFRN e membro da Base Estudos e Pesquisas em Meios de Comunicação e Educação irá defender sua dissertação de mestrado.

Sua dissertação tem o título ¿Devaneio do olhar: uma experiência de produção e leitura da imagem através do vídeo na prática pedagógica¿ e esteve sob a orientação do Profº Drº Arnon Alberto Mascarenhas de Andrade.

A banca será composta pelo Profº Drº Otávio Augusto de Araújo Tavares (CEFET/RN), prof.ª Dr.ª Adja Ferreira de Andrade (UFRN) e profº Drº Vicente Vitoriano Marques Carvalho (UFRN).

Elizete Vasconcelos Arantes Filha nasceu em Recife. Atua nas áreas de Formação de professores presencial e a distância, Administração e Supervisão de Cursos, Projetos Culturais e acadêmico.

Ela é graduada em Pedagogia, Artes Plásticas e Educação Artística. Tem especialização em "Estudos e Pesquisas em Educação Linguagem e Comunicação" (UFRN) e "Fundamentos Metodológicos da Apreciação e Crítica no Ensino da Arte" (UFPB).

A defesa será às 9h, no auditório do CCSA - Centro de Ciências Sociais Aplicadas.


::: posted by Adriano at 9:52 PM



MEC quer dobrar número de doutores no país até 2010




Brasília - A comissão que elaborou o novo Plano Nacional de Pós-Graduação entregou nesta quarta-feira (5) ao ministro da Educação, Tarso Genro, a proposta de ações no setor para os próximos cinco anos. Orientada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a comissão estabeleceu como uma das metas formar, em 2010, 16 mil doutores em todo o país, o que representa o dobro do que as universidades brasileiras formaram em 2003.

Em entrevista coletiva, o ministro Tarso Genro disse "que as propostas serão acolhidas integralmente" e destacou que um dos objetivos é investir na formação de profissionais para incentivar o desenvolvimento industrial do país. "O Brasil é um país que hoje tem política industrial. O Plano de Pós-Graduação, apresentado pelo MEC por meio da Capes, não poderia deixar de estar intimamente ligado a essa política", acrescentou.


Fonte: Agência Brasil

::: posted by Adriano at 9:41 PM




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